Quarta-feira, 6

Dia de musculação com esteira, apenas 20 minutos bem devagar. Exercícios adaptados para respiração, fiz cautelosament e, mesmo assim, fiquei tonto ao final. Após o alongamento, tudo voltou ao normal.

Escrevi um longo texto noWhatsApp para dona V. do apartamento em negociação. Lá se vão três meses aguardando esse desenrolar. Até agora, 6 da tarde, zero de resposta. Ela deve estar ruminando a resposta. É uma senhora distinta e educada. Certamente vai concordar comigo.

Ontem entrei em contato com Marcos da Imobiliária Diedrichs para expor a questão e solicitar um pareces. Apesar da simpatia e urbanidade no atendimento, nada de novidade que eu não saiba por experiência própria.

Mas serve para acalmar dona M, sempre ansiosa com o andar da carruagem.

10h30 – chegou o técnico da Hydra Service. Em meia hora trocou o reparo da válvula e deixou funcionando bem, Lá se foram 265 reais.

Cansaço, gosto ruim na boca. essa virose não tem fim.

4 e 5 de maio, segunda e terça-feiras

Segunda-feira – reinício dos treinos assistidos, com 20min de esteira mais exercícios convencionais. Tudo certo.

15h – horário de dentista. Fui bem arrumadinho, na expectativa de finalizar a prótese dos implantes, já pagos e tantas vezes remarcada.

Uma hora de atraso, atendido às 16h, e o raio da perereca não deu certo. Serviço ruim do protético, não deu encaixe, só sofri com o aparafusamento várias vezes, até o dentista desistir e remarcar para outra data, sabe-se lá quando.

Aproveitou o tempo para reapertar três implantes frouxos. Achei que era mau uso, mas a explicação é física. O uso continuado causa um vetor de força que se dissipa na diagonal e vai, aos poucos, desaparafusando. Tudo certo. Broca neles, remover as coroas, reapertar e recolocar.

Saí tonto de lá às cinco e meia da tarde.

Final do dia com zazen, leitura, TV e sossego. Dormi bem.

Quarta-feira – acordei bem, às 6h30, fiz café. Às 8h30 saí para andar no centro, para buscar o resultado de exames da 02, sempre ela a dar trabalho.

Fui andando devagar, 3km até o Sabin. Esperar meia hora e voltar. Parei na farmácia, comprei magnésia bisurada e bicarbonato de sódio, gastando 27,78 reais.

No supermercado, nova parada. Comprei amido de milho, lustra-móveis e flocos de aveia, gasto total de 33,86.

Volta para casa, mais 3km lentos.

Sábado, 2 de maio

Dormi bem apesar da azia que me fez acordar à 1h15 e comer mamão para aliviar a queimadura.

Saí de carro às 9h, fui ao PA e comprei pasta, azeite, biscoitos, iogurte. Ativei o cartão de crédito Itaú e lá se foi 135 reais.

Abasteci o carro com 30 litros de etanol a 3,99 que continua queimando 1 litro para 5,4km.

Na farmácia comprei Symbioflora a 122 reais para recuperar a flora intestinal devastada pelos antibióticos.

A gerente Érica, sempre educada e gentil, ajustou o app e consegui mais um mini-desconto.

Um sábado sossegado e silencioso.

Sexta-feira, 1o. de maio de 2026

Treino convencional e presencial das sextas-feiras, adaptado à convalescença. Sensação agradável de andar na esteira durante 10 minutos a 3kmh.

Exercícios sentados, alongamento discreto, pouco movimento, mas boa sensação de estar vivo e funcionando.

Às 10h ir ao apartamento 03 verificar as plantas, buscar a roupa de cama para lavar, espiar geral.

Em casa nesse feriado silencioso, conversa com os irmãos, almoço sossegado, cochilo à tarde.

Quinta-feira, 30 de abril

Dia de fazer compras, pela primeira vez desde dia 19. Fui normalmente, gastei 390 reais, tentei o novo cartão do Itaú, mas não funcionou. Ainda estava bloqueado, vou experimentar outro dia. Carreguei tudo com cuidado para não fazer esforço excessivo.

Às 14h30 o treinador veio e fizemos alguns exercícios respiratórios e movimentos de perna, lenta e cuidadosamente. Mesmo assim, fiquei exausto, com fôlego curto e sudorese aguda.

A medicação termnou, fico só com os de uso contínuo e a bombinha de asma.

Zazen adaptado, TV e leitura, sossego sem a família, que viajou para o sítio neste feriado prolongado.

Quarta-feira, 29

Atividades de hoje: dormir mal no sofá à noite para escapar da tosse sem fim de dona M.

Dentista às 11h, apenas conversar porque ele preferiu não exigir esforço meu pós- convalescença.

Remarcou para a próxima terça às 15h.

Fui e voltei de carro, dirigindo, sem dificuldade.

Sentindo-me mais confiante, às 3 da tarde fui ao barbeiro. Por 60 reais mais 10 de gorjeta, novos caminhos de rato após dois meses e meio.

Terça-feira, 28 de abril

Hoje é aniversário de 43 anos de meu filho Maurício, nascido às 11h25, de parto natural, na Maternidade Nossa Senhora de Fátima, na avenida Visconde de Guarapuava, Curitiba-PR.

Parabéns e vida longa e próspera a nosso mui amado filho, de quem sentimos muito orgulho por sua tenacidade no trabalho e sucesso na carreira acadêmica.

De domingo até agora, permaneço quieto em casa, tomando os remédios prescritos cuidadosamente, fazendo exercícios de fisioterapia e deixando a vida rolar.

Saúde

SAÚDE

A partir do dia 13 de abril já vinha notando uma queda discreta no ânimo diário, acompanhada de uma tosse discreta, com secreção.

Não dei importância porque, tradicionalmente, todo início de outono tenho essas crises.

E os dias foram passando, a secreção e o incômodo aumentando, a vontade de fazer os treinos diminuindo. Juntei o raciocínio à situação que estamos vivendo aqui em casa com a hospedagem de Cle e seus achaques.

Sim, dá trabalho cuidar dela, de todos os detalhes, em que cada vez mais desaprende e deixa perecer os próprios cuidados pessoais.

São pequenas ocorrências, já escatológicas, que será difícil descrever aqui.

Vou me limitar a dizer que está com dificuldade extrema de usar os utensílios domésticos, higienizar-se, participar de alguma conversa, entender o que se pede para fazer.

Na maior parte do tempo, permanece em silêncio, sentada no sofá olhando para o nada.

A paciência da irmã acaba logo, trata-a com aspereza, repete as ordens, insiste, critica, mas cuida da alimentação, dos remédios, de tudo.

Uma mistura explosiva. Não há certos nem errados, há uma convivência indesejada de ambas as partes.

O dia inteiro essa tensão, aliada às decisões que tomamos com relação à compra do outro apartamento – o quinto, já – que não se conclui por falta de algum documento desimportante dos vendedores.

Desde fevereiro essa negociação se arrasta, sem data definida para terminar.

De minha parte não causa muito incômodo, visto que o valor destinado à compra está separado e continua rendendo, e na real não precisamos de habitar esse imóvel ainda.

Tudo bem, feitas as explicações do ambiente aqui, volto ao meu processo de saúde ou perda dela.

Não sou só eu a tossir, a ter dor de cabeça, coriza e suas manifestações, mas também Mar estava pior que eu. No domingo, dia 19, fui à farmácia e trouxe-lhe xarope, descongestionantes, antigripais, pastilhas.

Passou mal à noite, sem poder dormir devido à gripe.

Segunda-feira cedo, dia 20, a filha esteve aqui e convenceu-a a ir ao hospital. Excelente decisão. Foram às 9h e retornaram às 14h, após consultas, exames, RX, medicação, almoço, farmácia.

Já eu, fiquei em casa de companhia para C, que não deve e nem pode ficar só.

Ela no sofá, quieta, como de costume, e eu na sala vendo TV e escrevendo minhas histórias.

Ao meio-dia, sentindo cansaço, resolvi ficar deitado enquanto esperava a volta de mãe e filha.

Comecei a sentir frio, a tremer sem controle. Medi a temperatura: 39,5oC,  ou seja, febre alta. Permaneci deitado, tremendo, suando.

Elas chegaram às duas da tarde e me encontraram nesse estado. Tomei um Lisador e continuei a dormir. E assim passaram as horas até o dia seguinte, 21, terça-feira, feriado.

A filha veio me ver e me levar ao hospital também.

Às 9h já tinha passado pela consulta e ia fazer uma tomografia do tórax, descartando a chance de COVID, mas suspeita de infecção urinária e confirmada infecção bacteriana nos pulmões.

Para encurtar a história, entre 9 e 1 da tarde, já estava internado na UTI, com diagnóstico de pneumonia.

E aí fiquei de terça à quinta-feira. À meia-noite foi transferido para o quarto, com alta médica no sábado à tarde.

Foram 5 dias tomando antibióticos, anti-inflamatórios, soro, uso de bombinha de asma, fisioterapia, exercícios com fonoaudiólogo, repouso, alimentação controlada.

Agora em casa, uma sequência de medicamentos e cuidados antes o retorno daqui a 1 mês para avaliação.

Minhas atividades diárias esportivas estão suspensas. Só me resta ler e fazer exercícios respiratórios, sem erguer peso ou fazer esforço físico.

Por que cheguei nessa condição extrema?

Vários fatores contribuindo: a começar pela idade, em condição de idoso, estresse continuado, passado de fumante (foram 40 anos de tabaco), além de 26 anos de trabalho em ambiente hostil, lidando com produtos químicos.

O abandono do vício do cigarro já há 23 anos ajudou, mas deixou marcas indeléveis no organismo, pequenos “gatilhos” que se aproveitam da baixa imunidade.

O hábito das atividades aeróbias em 30 anos de prática ajudou a fortalecer o músculo cardíaco e manter os pulmões funcionando bem, mas não deram 100% de imunidade.

E agora?

Agora é seguir em frente com o que sobrou de bom e de ruim. Espero viver muito ainda, nem que seja tomando remédios e com poucas atividades externas.

Vamos ver que bicho que dá.