De segunda a sexta-feira
Hoje – musculação presencial, véspera de feriado, dia de completar as compras de casa.
Paguei a conta de CPFL do novo apartamento, 80 reais de três meses em taxa mínima, depois de lidar um tempão no aplicativo lerdo.
Fui comprar areia para continuação da reforma, dois sacos pesados e custo de 13 reais com um passeio no centro da cidade na Miscelânea do Tuca.
O áudio do vizinho xarope de baixo, para o qual mandei consertar o vidro quebrado da janela, em descuido do encanador, ao custo de 290 reais e o purgante nhé nhé nhé porque o gesso porque o acabamento e isso e aquilo, puta cara chato do caralho.
De manhã, ontem, levar dona M fazer exame de laboratório, esqueceu da urina. Tive que voltar para entregar o tubinho, fui a pé, andei 5,5km de ida e volta.
O cara da bicicleta na calçada, esbarrei e o purgante veio afrontar, mandei-o a puta que o pariu.
Dentista para irmã de dona M – levar, esperar, pagar 200 reais, escutar as reminiscências do dentista, conhecido de longa data.
Hoje – almoço no Vila, 105 reais, comi pouco.
Maravilhas do Lar – compras de confeitos e rebuçados, 210 reais, enchi o guarda-comida. E dona M comprou xícaras e panos, nem sei quanto gastou, fiquei esperando no carro.
Compra de material de encanamento, mais 1.100 reais, não tem fim essa desgraça. O construtor não termina o serviço, que se arrasta há dias.
E a escritura finalmente foi concluída. Agora sou dono de mais um imóvel antigo, sob reforma, sem perspectiva de utilização.
Mais um incômodo, uma fonte de despesas, um destino inexaurível de suprir as necessidades dessa família, melhor dizendo, da irmã de dona M, essa cruz que carregamos ad infinitum, ad hoc, ad aeternum, há de me foder a vida inteira.
Foi mais uma semana cansativa, de pular cedo todos os dias, de fazer sempre as mesmas tarefas, de ficar patinando nesse ramerão.